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terça-feira, 4 de junho de 2013

Ser Jovem




                  Poema da Juventude


                        A juventude não se mede pela idade.
                        Juventude é estado de espírito que se baseia no querer.
                        Juventude é disposição para fantasiar, a ponto de transformar em realidade a fantasia.
                        Juventude é a vitória da disposição contra a acomodação.
                        Juventude é o gosto pela aventura, superando o amor ao conforto.
                        Ninguém envelhece simplesmente porque viveu determinado número de anos.
                        Envelhece aquele que abdica dos ideais.
                        Assim como o passar dos anos se reflete no organismo, a falta de empolgação se reflete na alma.
                        O medo, a dúvida, a falta de segurança, a fuga e a desconfiança se constituem em anos que dobram a cabeça e levam à morte o espírito.
                        Ser jovem quer dizer ter 60 ou 70 anos e conservar a admiração pelo belo, a admiração pelo fantástico, pelas ideias brilhantes, pela fé nos acontecimentos, o desejo insaciável da criança por tudo o que é novo, o instinto pelo que é agradável e pelo lado feliz da vida. Você será jovem enquanto sua alma conservar a percepção da mensagem do belo, do simples e a disposição de viver.
                        Você será jovem enquanto conservar a mensagem da grandeza e da força que nos é dada pelo mundo, por um ser humano ou pelo infinito.
                        Você só será velho se tiver a alma dilacerada, se for dominado pelo pessimismo ou pelo cinismo. Neste caso, que Deus tenha piedade de sua alma.

                                                                       [Inscrição em pedra de granito que se encontra no
                                                                                              Parco Giardino, em Verona, e que foi publicada no
                                                                                              Livro 1000 Meilen Abenteuer, de Axel Thorer  /
                                                                                              Carlo Blumenberg Steinheim Verlag Gmbh,
                                                                                              München] / [citado no livro Aventuras no Camel
                                                                                              Trophy Dois Brasileiros no Inferno de Bornéu de
                                                                                              Carlos Probst e Tito Rosemberg, pg. 187, Editora
                                                                                              José Olímpio, Rio de Janeiro]

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Livre-arbítrio

As religiões fazem bem a quem precisa delas. Não sou contra as opções, mas apenas divirjo da maioria que não lê, não pesquisa seus fundadores, a razão que levaram tais pessoas a criá-las.
O ser humano tem que ser livre, fazer suas escolhas, decidindo por aquilo que entende e lhe convém sem ter um dono ou ser propriedade de alguém ou alguma coisa.
Outro dia, escutei uma história que me deixou pasma. Uma pessoa afirmava que o mundo começou com Jesus Cristo, que nada havia antes dele.
Um absurdo tamanho, mas que não houve jeito de convencer tal pessoa que o mundo, as pessoas, as raças, e até as pirâmides do Egito estão lá há mais de 5000 anos.
É triste ver tanta ignorância e que dela coisas piores são geradas. Atitudes e ações que não fazem nada para melhorar o ser humano.

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Como ser divino

Por não possuirmos religião, eu e meu marido deixamos a critério de nossas filhas a escolha, mas as educamos na questão da fé.
Foram educadas a fazer o correto, a respeitar não só as pessoas, mas a todos os outros seres existentes quer animal ou vegetal.
Certa vez, perguntaram aos alunos da sala de aula de uma das minhas filhas qual a religião deles. Não obtendo resposta dela, a professora insistiu e teve como resposta: não tenho religião. Chegando em casa, ela foi conversar comigo sobre a pergunta, e que a professora lhe havia dito que ela iria para o inferno quando morresse. Fui ao colégio conversar com a mestra, e lhe perguntei se ela tinha alguma queixa da minha filha, se ela era diferente, ou tinha alguma coisa a menos que os outros alunos que a levasse a dizer tamanha asneira. Até a tal pergunta, minha filha era igualzinha aos outros, depois dela estava condenada ao inferno?
E ainda afirmei: nunca minhas filhas desrespeitaram pessoas, animais, árvores, o que quer que fosse do colégio, ao contrário de vários alunos que chegavam a maltratar pássaros, sapos, insetos, etc.
Desculpas foram pedidas e aceitas, mas ficou a preocupação da falta de preparo de uma pessoa, que para mim, tem a obrigação de não só se instruir, mas entender melhor as opções das pessoas.

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Uma Questão de Fé

Vinda de uma família católica não praticante, foi fácil fazer questionamentos sobre as religiões.
Desde cedo, me pareceu correto seguir o que era certo, o que havia sido questionado, entendido e se revelado o melhor para minha vida.
Quando me perguntam qual a minha religião, respondo que não tenho e, para minha surpresa, questionam se não creio em Deus. Para mim, fé não tem nada a ver com religião. As religiões foram criadas pelos homens pelos motivos mais diversos, muitos dos quais eu desaprovo. 
Deus não é um velhinho barbudo em cima de uma nuvem que de lá controla os milhões de seres humanos aqui na Terra. Ele é algo que se sente dentro do peito, uma harmonia com todo o resto do planeta. Quando olhamos o céu azul, a chuva caindo, um rio no seu curso, uma flor balançando ao vento, um animal dormindo, uma floresta, o vai e vem das ondas do mar, sentimos a nossa divindade.
Religião qualquer um pode escolher e ter, mas fé e se sentir divino é para poucos.

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