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sábado, 14 de setembro de 2013

Ferrovia Curitiba - Morretes



Em 1880 começou a ser construída a ferrovia Curitiba-Morretes, considerada por muitos engenheiros europeus como impossível para a época. Ela era ousada demais para a tecnologia existente e seria realizada sem mão de obra escrava.
Mas após cinco anos, ela foi inaugurada em Paranaguá, por D. Pedro II, com mais de 40 pontes e diversos túneis.
O trem percorre cerca de 74 Km entre Curitiba-Morretes, em aproximadamente, 3 horas e meia, pois ele desce a Serra em velocidade reduzida para que os passageiros possam apreciar a beleza da Mata Atlântica, pois dos 7% restantes no Brasil, 4% estão nessa região.
A viagem torna-se interessante logo na saída de Curitiba. O trem vai passando por várias cidades que cercam a Capital onde é possível ver muitas araucárias, árvore símbolo da região. Depois vem a Represa Caiguava, o Túnel Roça Nova, o mais elevado da linha, a 955 metros acima do nível do mar, e com 457 metros de extensão, onde a escuridão é tão grande que não se consegue enxergar a pessoa que está sentada ao seu lado.
Dentro desta magnífica Mata Atlântica estão a Represa de Cangaíba, as ruínas das antigas estações, Santuário do Cadeado, os canyons, a cachoeira Véu da Noiva, o Pico Marumbi e a ponte São João com 55 metros de altura, toda construída em aço sobre um grande abismo e o Viaduto do Carvalho.


Imagem: Luciane Daux
 
Represa Caiguava



Ponte São João
Mata Atlântica

Imagem: www.vagamundo.net
Véu da Noiva

terça-feira, 23 de julho de 2013

Uma Flor Única





 Veio a florada, flores e mais flores, umas maiores, outras menores, mas todas lindas. No conjunto,  compunham um lindo visual.  Ficavam a balançar ao vento, apanhando sol, chuva e orvalho.
Mas como tudo tem o seu tempo de ir e vir, todas foram embora ficando apenas lindas folhas verdes. Muito tempo depois eis que surge uma única flor. Poderíamos chamá-la de solitária? Acho que não. Embora não tivesse mais nenhuma da espécie ela tornou-se o foco da atenção. Todos os dias ela era admirada e comentada. Dias e dias se passaram até que se foi também. Senti sua falta. Era única. Fora de época.
Por que floriu solitária? Não sei! Mas a Botânica deve explicar. Para mim ficou a foto, a admiração e a sensação que houveram muitas, mas apenas uma foi especial.




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